A posse do Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS, realizada em 9 de fevereiro de 2026, marcou o início formal da fase operacional da Reforma Tributária e foi acompanhada por manifestações de conselheiros municipais que passam a integrar a instância máxima de governança do novo tributo.
Os depoimentos, colhidos diretamente pelo jornalismo da ASSEFIN-SP, revelam convergência em torno de três eixos centrais: protagonismo municipal, cooperação federativa e responsabilidade institucional na condução do IBS.
Protagonismo municipal, peso econômico e defesa da autonomia local
O presidente da ASSEFIN-SP e primeiro suplente no Conselho Superior, Adriano Luiz Leocadio, destacou a Reforma Tributária como um marco histórico do federalismo fiscal brasileiro. Segundo ele, a instalação do CGIBS inaugura uma nova etapa de coordenação entre os entes federativos e exige atuação técnica e política permanente, com atenção especial à preservação da autonomia municipal e ao fortalecimento das finanças públicas locais.
Na mesma linha, o secretário municipal de Finanças de Campinas (SP), Aurílio Caiado, ressaltou a relevância institucional da presença de grandes municípios não capitais no Conselho Superior. Para Caiado, a participação de Campinas reflete seu peso econômico e sua contribuição para o PIB nacional. Ele destacou ainda que o IBS deverá alcançar arrecadação anual em torno de R$ 1 trilhão, o que exige padronização nacional, maturidade institucional e equilíbrio federativo na gestão do novo sistema.
O secretário municipal da Fazenda de São Paulo (SP), Luís Felipe Vidal Arellano, afirmou que a posse dos conselheiros municipais completa a formação do Comitê Gestor e representa oportunidade concreta de reforçar o federalismo de cooperação previsto na Constituição, com atuação integrada entre estados e municípios e foco no interesse nacional.
Governança, estruturação técnica e fase operacional do IBS
A secretária municipal da Fazenda de Florianópolis (SC) e presidente da ABRASF, Michele Roncalio, classificou o CGIBS como uma nova instituição nacional, com impacto direto no financiamento das cidades e na qualidade dos serviços públicos. Ela destacou a importância da cooperação federativa e da responsabilidade institucional dos conselheiros na implementação do novo sistema.
O secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento de Curitiba (PR), Vitor Puppi, ressaltou a necessidade de construir entendimento harmônico entre os municípios, independentemente do porte, e de manter diálogo permanente com os Estados, especialmente neste momento histórico de organização do novo sistema tributário nacional.
O secretário municipal de Finanças de João Pessoa (PB), Brunno Sitônio, avaliou que a complexidade do IBS exige atuação segura, técnica e coordenada, com foco em simplificação, transparência e consolidação institucional, destacando o volume de trabalho e dedicação que a fase inicial demandará dos conselheiros.
Federalismo cooperativo, diversidade regional e responsabilidade institucional
A secretária municipal da Fazenda de Salvador (BA), Giovanna Victer, chamou atenção para o caráter decisivo da fase inicial do CGIBS, período em que serão definidos procedimentos operacionais e regulatórios fundamentais para o funcionamento do IBS. Ela enfatizou os objetivos centrais da Reforma Tributária — simplificação, transparência e neutralidade — e o compromisso institucional com a geração de valor para a sociedade brasileira.
O secretário municipal da Fazenda da Serra (ES), Henrique Valentim, destacou que o momento exige união, humildade e trabalho coletivo. Em sua manifestação ao jornalismo da ASSEFIN-SP, valorizou o papel dos técnicos municipais e estaduais e reforçou a importância do fisco municipal na nova ordem tributária.
O secretário municipal de Fazenda e Planejamento de Porto Ferreira (SP), Afonso Reis Duarte, afirmou que integrar o Conselho Superior do CGIBS representa grande responsabilidade institucional, sobretudo por participar de um colegiado que representa milhares de municípios brasileiros na governança do novo sistema tributário.
O auditor fiscal tributário do município de São José do Rio Preto (SP), José Henrique Geraldes Mariani, ressaltou que o Comitê Gestor do IBS será o órgão central de governança, coordenação e administração do novo imposto criado pela Reforma Tributária. Para ele, seu papel será decisivo para assegurar que o IBS funcione de forma eficiente, justa e federativamente equilibrada.
Pluralidade de vozes na fase inaugural do CGIBS
Os dez depoimentos refletem a diversidade regional, política e técnica que marca a instalação do Conselho Superior do CGIBS e reforçam o papel estratégico dos municípios na consolidação da governança do IBS. A ASSEFIN-SP seguirá acompanhando esse processo histórico, destacando o protagonismo municipal na fase inaugural da Reforma Tributária.
Evento: Posse dos Conselheiros do CG-IBS
Data: 9 de fevereiro (segunda-feira)
Horário: 10h
Transmitido ao vivo: [aqui]
Veja o que disse o presidente do CGIBS, Flávio César Mendes de Oliveira - ao empossar os conselheiros [aqui]
Veja o que falaram os presidentes da FNP e CNM ao empossar os Conselheiros: [aqui]
Indicados:
Veja os indicados pela FNP: [aqui]
Matéria ASSEFIN repercutindo: [aqui]
Veja os indicados pela CNM: [aqui]
Matéria ASSEFIN repercutindo:[aqui]