Reforma Tributária: a linha do tempo que importa para os municípios

Reforma Tributária: a linha do tempo que importa para os municípios

Marcos, transição e ações concretas até a consolidação do novo sistema

Após o debate inicial sobre a importância do ISS no período de transição, é fundamental organizar o tempo da Reforma Tributária. Mais do que datas finais, o que orienta a ação municipal são os marcos operacionais que já produzem efeitos e os passos que precisam ser preparados desde agora.

Esta leitura não substitui o debate técnico aprofundado, mas oferece um mapa objetivo para gestores e equipes fazendárias.

ASSEFIN acompanha as ações da FNP e ABRASF na Reforma Tributária

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1. O ponto de partida: a Reforma já está em curso

A Reforma Tributária não começa no futuro. Ela começou com a Emenda Constitucional nº 132/2023, que redefiniu a estrutura do sistema e estabeleceu a transição entre os tributos atuais e o novo modelo.

Desde então, a agenda deixou de ser apenas normativa e passou a envolver:

✔ regulamentações infraconstitucionais;
✔ desenho institucional do Comitê Gestor;
✔ definições operacionais que impactam os municípios.

O tempo da adaptação já está correndo.

 

ASSEFIN repercute todas as ações da Reforma Tributária

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2. 2026: quando a transição deixa o papel

A partir de 1.º de janeiro de 2026, o IBS entra em fase de teste. Embora o ISS continue existindo, o ambiente institucional muda de forma relevante.

Nesse período:

✔ bases de dados passam a ser consolidadas;
✔ padrões nacionais ganham forma;
✔ critérios de repartição começam a ser operacionalizados.

É o momento em que a transição se torna mensurável. Indicadores deixam de ser projeções e passam a refletir a realidade administrativa e fiscal dos entes.

A ASSEFIN tem um Guia da Reforma Tributária para que os municípios a acompanhem

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3. O papel do ISS durante a transição

Durante os primeiros anos da transição, o ISS mantém papel central na arrecadação municipal. Ao mesmo tempo, seus resultados passam a dialogar com o desenho do novo sistema.

Por isso, ganham importância:

✔ qualidade do cadastro econômico;
✔ abrangência da fiscalização;
✔ regularidade da emissão de documentos fiscais;
✔ consistência das bases de dados.

O foco não é criar novos tributos, mas preservar e qualificar a base existente, garantindo que ela reflita a atividade econômica real do município.

4. Adoção da NFS-e e padronização

Outro marco relevante desse período é a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e), que passa a integrar a lógica de padronização nacional.

A adoção e a correta implementação da NFS-e exigem:

✔ ajustes legais;
✔ revisão de procedimentos;
✔ integração de sistemas;
✔ capacitação das equipes.

Mais do que uma exigência formal, trata-se de uma ferramenta que impacta diretamente a qualidade da informação fiscal e a capacidade de gestão.

5. Fiscalização e inteligência fiscal: o novo patamar

À medida que a transição avança, a fiscalização deixa de ser apenas reativa e passa a exigir:

✔ cruzamento de dados;
✔ uso de ferramentas tecnológicas;
✔ integração entre bases municipais e nacionais;
✔ foco em inteligência fiscal.

Esse movimento não é opcional. Ele decorre do próprio desenho do novo sistema e do ambiente de maior padronização e transparência.

6. A agenda de preparação dos municípios

Diante desse cenário, a preparação municipal passa por algumas linhas de ação claras:

✔ revisão e atualização cadastral;
✔ fortalecimento da administração tributária;
✔ investimento em capacitação técnica;
✔ adequação tecnológica;
✔ acompanhamento permanente da regulamentação.

Essas ações não precisam ser realizadas de forma abrupta, mas exigem planejamento e continuidade.

7. O papel da ASSEFIN nesse percurso

A ASSEFIN-SP tem acompanhado esse processo de forma sistemática, promovendo debates técnicos, encontros presenciais e espaços de troca entre gestores municipais.

Ao longo do primeiro semestre de 2026, essa agenda será intensificada, com foco:

✔ na Reforma Tributária;
✔ nos critérios de adoção da NFS-e;
✔ nos desafios práticos da fiscalização do ISS;
✔ no uso de inteligência fiscal e ferramentas tecnológicas.

Os eventos e encontros previstos até o SGESP, em julho, reforçam que a transição não é um conceito abstrato, mas um processo em andamento, que pode e deve ser conduzido com planejamento.

🔹 Conteúdo complementar

Este artigo integra uma série editorial da ASSEFIN-SP sobre a Reforma Tributária e seus impactos na gestão municipal.

▶ Para compreender os marcos, a linha do tempo e as ações concretas da transição, acesse o artigo:
Reforma Tributária: a linha do tempo que importa para os municípios 
👉 [link] ▶

▶ A ASSEFIN-SP também disponibiliza um Guia sobre a Reforma Tributária, com orientações técnicas e institucionais para os municípios.
👉 [Guia da RT]

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FNP convoca assembleia para indicação de representantes municipais ao Comitê Gestor do IBS
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